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Novembro 2003  
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Xuxu do Pipodélica viajou de Santa Catarina até o Rio de Janeiro apenas para prestigiar a entrega do Premio London Burning de Música Independente. Acabou ele mesmo sendo premiado com a vitória do Pipodélica na categoria Revelação Brasil e, depois, participando da animadíssima jam do London Burning All Stars que encerrou a festança na última sexta-feira, dia 19 de dezembro, no Ballroom.

O staff da Zero também compareceu para receber in loco o prêmio de Melhor Publicação de 2003. O bacana Vagner, do The Concept, também veio diretamente de São Paulo só para a festa e deixou um monte de fãs de suas camisetas rock aqui no Rio. Por falar na cidade maravilhosa, saiu daqui os dois maiores vencedores da noite, um previsível e outro totalmente surpresa. Com o título de Banda do Ano e Disco do Ano, Gabriel subiu ao palco duas vezes seguidas para pegar o troféu do Autoramas. Duas vezes também subiram os rapazes do Ramirez, a grande surpresa da noite, que abocanharam os títulos de Música do Ano (com "Alguém melhor pra me levar") e melhor Demo/EP/CD-R. Bianca Jhordão e Lois Lancaster, os mestres de cerimônia, deram um show de carisma e sincronia, entretendo a platéia e comandando a festa.

Mas é claro que a noite não ficou apenas na entrega dos onze prêmios. O Brava começou os trabalhos mostrando o porque deles terem sido rapidamente fisgados pela Universal, com um pop-rock redondíssimo e hits certeiros. Depois foi a vez do Netunos, que fez o melhor show da vida deles, na minha modesta opinião e de muita gente que estava lá (e acabaram ganhando o título de Melhor apresentação da Noite, com quase o dobro de votos do segundo colocado). Acompanhados de Jr. Tolstoi na terceira guitarra, a banda pegou pesado deixando todo mundo na expectativa do primeiro disco.

 Diretamente de São Paulo, o Gram subiu ao palco ainda praticamente desconhecidos do público carioca, mas cativou todo mundo com suas composições beirando o psicodelismo pinkfloydiano e cheio de influências do Radiohead fase The Bends. Banda com o maior número de fãs na noite, o Faichecleres não decepcionou os mods cariocas e fez um show vibrante calcado em seus hits certeiros e de refrões fáceis. Voltando para o Rio, o Leela, cada vez melhor, fez um show que deixou até mesmo o sempre ranzinza Mario Marques elogiando o grupo. Não preciso dizer mais nada, né?

Corria a madrugada quando o Blemish finalmente estreou em palcos cariocas. O power trio tocou acompanhado de um guitarrista convidado e mostrou  músicas que estarão em seu primeiro disco, além do novo single, "King Kong" e fecharam o set com a já clássica " Silver Box Song", uma das três melhores músicas de toda a discografia indie brasileira. Outro ícone do universo independente brasileiro nos deu a honra de poder também se apresentar na festa: o Relespública mostrou que, mesmo com anos e anos de estrada, a banda soa cada vez mais jovem e com garra, fazendo um show para levantar multidões, baseado em seu excelente último disco, que saiu recentemente pela Monstro Discos. Fechando a noite, a jam do London Burning All Stars mostrou a união que ainda dizem não existir no cenário indie carioca. Uma noite para ficar na memória dos sortudos que estiveram na festa...

VENCEDORES

Melhor Banda: Autoramas
Álbum do Ano: Autoramas – Nada Pode Parar Os Autoramas
Música do Ano: Ramirez – Alguém Melhor Pra Me Levar
Revelação RJ: Brava
Revelação Brasil: Pipodélica (SC)
Melhor Vídeo: Matanza – Pé Na Porta, Soco Na Cara
Melhor Demo/CD/EP/CDR: Ramirez – Ramirez
Melhor coletânea: Indie é O Novo Pop 2
Melhor Selo e/ou Gravadora Independente: Monstro Discos
Melhor Veículo de Comunicação: Revista Zero
Melhor Show da Noite: Netunos